Agentes populares ambientais revitalizam espaço na Estação Ecológica de Caetés

Um novo projeto paisagístico é a esperança dos agentes populares ambientais da Unidade de Conservação Estação Ecológica (Esec) Caetés. Preocupados com o descarte de lixo nos limites da Estação, o grupo está revitalizando o acesso para inibir a prática. O lixo é proveniente de casas que ficam no entorno da Estação e de outros municípios e também é descartado pelos carros que passam pela PE-18. A iniciativa surgiu no curso de Formação de Agentes Populares Ambientais, desenvolvido pela Associação Águas do Nordeste (Ane).

De acordo com a gestora da Esec Caetés, Sandra Cavalcanti, é comum encontrar móveis, como cama, colchão, sofá, além de metralhas, animais mortos e lixo doméstico. “Esse acúmulo de lixo é prejudicial aos animais que vivem na Estação e criam um problema de saúde pública, pois atrai vetores de diversas doenças”, aponta Renata Silva, coordenadora da formação dos agentes pela Ane.

A ideia surgiu durante o curso Formação de Agentes Populares. O projeto paisagístico é coordenado pela arquiteta e agente popular ambiental Paula Albuquerque, mas todos os agentes se envolveram e construíram o projeto juntos. De acordo com Paula Albuquerque, a obra foi pensada para ser acessível, valorizar a vegetação nativa e ter durabilidade. A iniciativa conta com a construção de uma rampa, um jardim com vegetação nativa, placas educativas e um espaço de convivência com bancos e uma sombra convidativa. “O projeto terá uma placa dos agentes falando sobre a importância da preservação da natureza e um grafismo indígena, uma referência ao povo indígena Caetés, tribo nativa do litoral brasileiro. A palavra Caetés, inclusive, é da língua tupi e significa mato bravo”, explicou Paula Albuquerque.

O projeto está previsto para ser inaugurado no dia 10 de novembro. Até lá, os pedreiros cedidos, em parceria, pela prefeitura do Paulista estão se empenhando no novo projeto. O interesse é tanto que um dos pedreiros, ao conhecer o trabalho dos agentes populares ambientais, convidou o seu filho, que é bombeiro civil, para atuar como voluntário na iniciativa. É com esse sentimento de colaboração coletiva que tudo está sendo feito na Esec Caetés entre os agentes. A prefeitura de Abreu e Lima, outra parceira da Esec, regularmente faz a coleta de lixo da área com retroescavadeira e caminhões, mas o ideal é que o lixo fosse descartado em local adequado e, para isso, a sensibilização da comunidade é essencial.

A gestora da Esec Caetés, Sandra Cavalcanti, destaca que a proposta do projeto é promover um diálogo com a comunidade e criar um espaço de convivência, fazendo com que a população não veja mais o local de descarte de lixo. “Além disso, vamos continuar o nosso trabalho em educação ambiental e ensinar as formas corretas de descarte do lixo. Nosso trabalho é esse: repetir a mensagem até que a comunidade aprenda”, afirmou.

Posteriormente, o grupo de agentes populares ambientais e a gestão da Esec desejam realizar ações que estimulem o interesse da população pela vida na Estação Ecológica Caetés, como a abertura do Núcleo de Educação Ambiental e um jardim sensorial. “Minha expectativa é que o núcleo não pare, aumente as atividades e que as faculdades, institutos e escolas possam participar de cursos na Esec, que a comunidade se envolva”, espera Sandra Cavalcanti.

O Projeto Formação de Agentes Populares Ambientais da Estação Ecológica (Esec) Caetés é desenvolvido pela Ane e realizado pela Esec Caetés, a Agência Estadual de Meio Ambiente (CPRH) e a Secretaria Estadual de Meio Ambiente e Sustentabilidade de Pernambuco (Semas) no âmbito do Termo de Colaboração nº 07/2017 (CPRH/Ane) e financiada com recursos oriundos da Compensação Ambiental.

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