Agentes populares ambientais planejam intervenção no RVS Gurjaú

Agentes populares ambientais participaram, no dia 18 de julho, da Oficina de Planejamento e Preparação de intervenções no Refúgio Vida Silvestre Gurjaú na Secretaria de Educação do Cabo de Santo Agostinho. As intervenções fazem parte do Projeto Formação de Agentes Populares Ambientais: RVS Gurjaú, ação realizada pela Secretaria de Meio Ambiente e Sustentabilidade (Semas) e Agência Estadual de Meio Ambiente (CPRH) e executada pela Associação Águas do Nordeste (ANE).

A Oficina contou com 36 agentes populares ambientais formados pelo Curso de Formação de Agentes Populares Ambientais. Para Elaine Braz, gestora na Unidade de Conservação RVS Gurjaú, a oficina contribuiu significativamente para a instrução dos formandos sobre o contexto socioambiental do RVS, suas principais potencialidades e desafios. “Foi possível identificar essa compreensão por parte dos agentes a partir das proposições de intervenções para o RVS. O momento foi significativo para o fortalecimento da gestão participativa do RVS Gurjaú”, analisou Elaine Braz.

A reflexão parece ter feito um efeito esperado entre os participantes. O agente popular ambiental Manuel de Melo acredita que ouvir a comunidade e inserir essa escuta dentro do processo de planejamento foi um dos pontos mais importantes aprendidos na oficina. “Não se pode planejar algo sem conhecer as necessidades locais. Antigamente, pensávamos em levar já tudo prontinho, mas agora aprendemos como é necessário escutar e ver o que realmente é necessário e o ver o que está em nosso alcance em fazer”, revela Manuel de Melo, educador ambiental do município de Jaboatão dos Guararapes.

Ao final dessa primeira etapa de planejamento, quatro intervenções foram concebidas pelo grupo: ações de comunicação através das mídias sociais; iniciativas de educação ambiental na comunidade, intervenções para os resíduos sólidos e uma ação política, especificamente um plano de atuação pensado em conjunto com os munícios para lidar com as questões referentes ao RVS e a criação de uma Câmara Técnica de Educação Ambiental.

A coordenadora geral do Projeto explica que haverá uma segunda Oficina de Planejamento e Preparação de Intervenções e uma seleção das propostas. Patrícia Caldas coloca que ações pontuais construídas em oficina serão feitas até dezembro deste ano, como placas de sinalização e containers de lixo. Em contrapartida, as ações maiores serão encaminhadas para que os novos agentes populares ambientais deem continuidade às ações. “Desde o início, a intenção do Projeto é de não ser pontual é que seja uma formação de agentes e que possamos empoderá-los para que eles sigam com as próprias pernas, instalem uma Câmara Técnica de Educação Ambiental dentro do Conselho Gestor da Unidade de Conservação, marquem reuniões e executem as ações propostas”, resumiu Caldas.

Para Gláucia Gomes da Silva, agente popular ambiental formada pelo Curso e que integrou a primeira etapa do grupo de planejamento, a oficina superou as expectativas, porque foi visto o diálogo entre agentes ambientais e pessoas residentes na RVS. “A atividade foi algo inédito, porque o pessoal residente é muito resistente na questão das equipes de fiscalização ambiental e ali estávamos juntos, pensado sobre o mesmo intuito, a preservação da reserva. Foi emocionante ver diferentes organizações engajadas em prol do mesmo objetivo”, revelou.

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